Lua e seiva

Análise aromaterapêutica e práticas somáticas

poéticas do aroma, do corpo e da arte

* * *

o suave caminho do aroma

Este é um convite para a suavidade como método, para habitar e descobrir outras formas de ser e florescer em suas potencialidades, respeitando o tempo dos processos e honrando os segredos e encantos do próprio corpo.


Serviços

Sessões de análise aromaterapêutica e práticas somáticas

Presencial ou online, as sessões de análise são o trabalho dirigido pela profundidade. Diluído no tempo e na escrita dos dias, é aquele que acompanha a maturação dos nossos processos para a transformação mais profunda dos temas. Aqui, trabalhamos dentro da esfera da psicologia analítica, ampliada pelos recursos da aromaterapia, das terapias bioenergéticas e das práticas de ateliê.


Oficinas & Jornadas

Programação de jornadas de aromaterapia poética, cursos e eventos que bebem das diferentes fontes de trabalho: aromaterapia, perfumaria, artes, literatura, práticas corporais… Sempre há algo acontecendo ou para acontecer!

Para saber do que está sendo oferecido no momento, pode visitar a nossa agenda.

Para receber os convites diretamente, é só assinar a newsletter, link aqui embaixo.

Para conhecer…

Para conhecer um pouco do trabalho, aqui encontra uma aula, que ministrei para a disciplina de Medicina e Espiritualidade, na faculdade de medicina da UFTM, a convite do Prof. Dr. Ricardo Pastore. Nela, falo sobre as relações possíveis entre aromaterapia e psicologia analítica e conduzo uma breve prática.
Na biblioteca de recursos encontra também alguns outros materiais, como tutoriais e palestras.

O encontro como experiência:
cada sessão é um universo sensorial que se abre e se desdobra nos misteriosos recônditos do eu.

Ana Novi

Psicoaromaterapeuta, especializada em psicologia analítica, com formações em acupuntura e terapias somáticas e práticas bioenergéticas. Artista, mestre e doutora em literatura.

Tenho uma longa trajetória na intersecção entre os campos artístico-expressivos (escrita, desenho, editoração, fotografia) e o terapêutico. Acredito, mais do que nunca, que quando somados, nos possibilitam um modo mais prazeroso e rico de habitar o mundo. Concordo com Jung em sua colocação de que muitos dos sintomas “neuróticos” (um termo que hoje não é mais usado, mas que poderia ser entendido como um guarda-chuva sob o qual a depressão, o estresse crônico, a síndrome de burnout, e tantos outros novos diagnósticos cabem) não derivam de patologias tanto quanto de uma perda de conexão com o nosso sentido mais interno (aquilo a que gosto de chamar fonte ou nascente). No encontro com essas técnicas, trazendo junto os processos corporais, o caminho de volta é, no mínimo, uma aventura no jardim.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre a análise aromaterapêutica e a terapia verbal tradicional?

De modo geral, isto que nomeei como “análise aromaterapêutica” se diferencia da análise “normal” tão somente pelo meu desejo de explicitar o emprego das técnicas também da aromaterapia no processo. Depois de anos trabalhando com a aromaterapia, vejo o imenso valor de ter a sabedoria dos óleos essenciais para nos amparar no nosso percurso, além de servirem-nos como catalisadores. Há camadas nossas que acessamos com mais facilidade e prazer quando acompanhadas por eles, assim como há camadas que acessamos melhor por meio do trabalho corporal. É nesse sentido, com o intuito de oferecer um trabalho mais completo, que trago essas outras ferramentas e sabedorias.

Também é importante dizer que, embora os óleos essenciais possam ser empregados a partir da perspectiva farmacológica, não é assim o meu trabalho.

Consigo trabalhar uma questão específica durante os encontros?

Sim! Começamos os processos sempre a partir das suas necessidades, são elas que guiarão os nossos caminhos do início ao fim. Não há um protocolo que se sobreponha à sua individualidade, não há receita. O que, no entanto, é necessário pontuar é que, de modo geral, uma coisa nunca é só uma coisa, isto é, o trabalho em profundidade de um tema muitas vezes nos pede acessar camadas que talvez não tenham fronteiras tão claras e, então, os efeitos podem ser sentidos em muitas áreas diferentes. O trabalho com o ser humano nunca se dá de forma retilínea e previsível e acho que está aí o seu encanto. 

Como sei se a aromaterapia é para mim?

Pessoalmente, acho que só sabemos quando experimentamos. Se algo te chamou para cá, podemos imaginar que há algum interesse. Pode investigar o seu interesse por algumas vias: aqui no site tem bastante informação acerca dos caminhos e métodos que aplico, tem informações sobre quem eu sou e pode também, ao me ler, sentir um pouco de como sou. Mas essas informações atenderão à curiosidade mais superficial, à mais lógica, e suponho que tenha chegado aqui não em busca disso, da satisfação racional, embora ela possa ajudar a validar o desejo e averiguar se isso é ou não um embuste. Acredito que essas decisões grandes não são tomadas na cabeça, são tomadas numa conversa entre barriga e peito. Como seguir então? Na área de Recursos, tenho alguns vídeos disponíveis, ali pode ter uma sensação mais clara sobre como as coisas funcionam, mas também pode agendar uma conversa ou, quem sabe, se aventurar em algum evento ou jornada que estiver aberta.

Preciso de algum material específico para realizar as jornadas? 

Não, o material para que realize as aplicações tópicas e as inalações está todo incluso nos valores dos encontros (a não ser que peça sem material). No caso dos atendimentos virtuais, receberá em casa os óleos necessários para a jornada. O que talvez possa querer ter em casa são eventuais materiais de escrita/desenho, mas estes são opcionais e dependem do seu gosto pessoal. 

Para encontros presenciais, o ateliê é bem equipado em termos de materiais de artes e papéis, aos quais terá acesso durante os encontros.

Tenho sensibilidade/alergia a cheiros, ainda posso fazer as práticas?

Vai depender muito das suas condições específicas, mas no geral os óleos não são gatilhos para alergia. Há também modos de diluição dos óleos e sabemos hoje que atuam em concentrações bem baixas, mesmo quando utilizados só por inalação. Assim, sempre há caminhos para experimentar e adaptar a prática. Também cabe acrescentar que podemos trabalhar neste universo da aromaterapia sem a inalação, fazendo tão somente a aplicação tópica. Na minha prática, combino uma série de outras linguagens de trabalho, como o corpo, a acupuntura e a arte, de modo que mesmo sem inalação, podemos realizar um trabalho bem completo. 

Perdi o olfato (anosmia), a aromaterapia ainda assim me ajuda?

Primeiramente, meus sentimentos, sei que derivam disso dificuldades das quais as pessoas nem sempre se dão conta. Em segundo lugar, sim, ela pode te ajudar por causa da rota respiratória e da dérmica. Veja, quando um aroma é inalado, ele é captado pelos neurônios do bulbo olfatório e, em casos de anosmia, muitas vezes são eles que são prejudicados. No entanto, embora essa rota possa não funcionar plenamente, a rota respiratória (a inalação que segue para o pulmão e, dali, alcança a corrente sanguínea) mantém a sua efetividade. O impacto pode ser talvez mais lento, mais suave, mas ocorre mesmo assim. Para além da parte química, trabalhamos a parte energética das plantas, e esta pode ser alcançada por muitos caminhos diferentes, como o toque, a imposição de mãos, banhos…

Outro fator interessante a considerar é que, se a anosmia não for de ordem estrutural, com o tempo, a exposição a estímulos olfativos de forma frequente pode ajudar na recuperação da função. Para o trabalho específico de recuperação do olfato, entre em contato, podemos desenvolver um projeto específico para tal ou te referenciar a outras profissionais especializadas nisso.

Não sei desenhar/não sou criativo. O que faço?

Preciso dizer que não acredito que é possível existir sem criatividade, então te garanto que certamente a tem. E desenhar… bem, pensemos que se trata de uma forma de expressão, uma linguagem muito própria, que podemos ir encontrando aos poucos, a partir dos saberes mais rudimentares. Para as nossas experiências aqui, não é preciso que tenha domínio de qualquer técnica, só é preciso algum senso de aventura, para se deixar ousar e aventurar por esses caminhos de expressão que nascem de dentro.